De acordo com o órgão, o empresário Alexandre Quartezane Piol ofereceu R$ 100 mil para evitar a autuação de sua empresa, que estava sendo vistoriada no âmbito da Operacao Maravalha.
Segundo os fiscais, a empresa havia sido previamente notificada a apresentar documentação referente à madeira armazenada no pátio, porém o prazo para a apresentação já havia expirado. Durante a conferência, foram identificadas cerca de 2.200 toras de madeira, muitas delas sem identificação, o que levantou suspeitas de irregularidades na origem do material.
Ainda conforme o Ibama, ao perceber que seria autuado, o proprietário tentou oferecer o valor como forma de evitar a penalidade. O agente recusou a proposta, comunicou a equipe de fiscalização e deu voz de prisão ao empresário por corrupção ativa.
No momento da abordagem, Alexandre Piol chegou a apresentar R$ 3.500 em dinheiro vivo, que, segundo a investigação, seria um “adiantamento” do valor prometido.
A operação faz parte de uma série de ações voltadas ao controle da cadeia produtiva da madeira e ao combate à extração ilegal em áreas públicas, unidades de conservação e terras indígenas da Amazônia.
Após a prisão, o empresário foi encaminhado à delegacia da Policia Federal em Altamira, onde foram realizados os procedimentos legais. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre a manifestação da defesa.
Em nota oficial, o Ibama reafirmou o compromisso com a legalidade e destacou que mantém tolerância zero diante de qualquer tentativa de interferência ilícita nas ações de fiscalização ambiental. O órgão informou ainda que continuará acompanhando o caso e adotando as medidas cabíveis.












